Paper quilling by Sarah Yakawonis - I Dream of Jeannie
Gaudi Balconies (by richllanrug)
Kathryn Morris Trotter
“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério. ”
Elisabeth Bishop
Às seis horas da manhã ele já estava com sua barraca arrumada na praça. Não chegava nem antes, nem depois das seis.Em cima de um tabuleiro, colocava dezenas de caixinhas, com diferentes parafusos dentro. Havia parafusos de todos os tamanhos, larguras, comprimentos, tipos. Com qualquer tipo de porcas ou arruelas.Já tinha sua freguesia formada. Todos os dias eles vinham procurá-lo com seus problemas. Ele via o que o freguês tinha e dava o parafuso certo. Alguns já sabiam o que tinham e que tipo de parafuso precisavam. Chegavam, olhavam e pediam. Tinha aqueles que paravam só por curiosidade. Queriam ver para que servia cada um daqueles parafusos. Ele vendia parafuso para tudo quanto e problema que houvesse. Loucura crônica, localizada, bobeira, idiotice. Tinha até para burrice. Às seis da tarde em ponto, ele recolhia todos os parafusos. (Sua religião só permitia trabalhar até as seis horas da tarde, antes do sol se pôr). Colocava um de cada tipo na cabeça e ia para casa. No dia seguinte começava tudo de novo. Novas pessoas. Novos pacientes. Novos curiosos. Cada qual com seu problema. Paravam e compravam. (Texto de minha autoria publicado no suplemento infantil Folhinha de São Paulo, do Jornal Folha de São Paulo - Janeiro/84)
Time-Lapse Thing of the Day: Nate Bolt recently traveled from San Francisco to Paris aboard an Air France Boeing 747-400, snapping nearly 2,500 photos along the way to stitch together into a two-minute time-lapse summary of his flight (which included a Northern Lights flyover).
As for the photos supposedly captured during takeoff and landing, Bolt assures viewers that they “are all computer models and totally rendered because I would never use an electronic device during times which the FAA prohibits them.”
[aoltravel.]
(via motherjones)





